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Trump diz que não quer cessar-fogo no Irã

Trump diz que não quer cessar-fogo no Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (20) que não quer um cessar-fogo no Irã. A ...

Trump diz que não quer cessar-fogo no Irã
Trump diz que não quer cessar-fogo no Irã (Foto: Reprodução)

Trump diz que não quer cessar-fogo no Irã O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (20) que não quer um cessar-fogo no Irã. A guerra entrará na quarta semana neste sábado (21), sem qualquer sinal de negociação para encerrar o conflito. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo", disse Trump, a repórteres. "Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado... não é isso que queremos." Questionado se questionado se Israel estaria disposto a encerrar a guerra assim que os Estados Unidos concluírem sua ação militar, Trump respondeu: "Acho que sim". O presidente também falou sobre o Estreito de Ormuz. Segundo ele, "seria bom" se China e Japão ajudassem a garantir a segurança no canal marítimo. Presidente Donald Trump fala com a imprensa antes de deixar a Casa Branca e voar para a Flórida, em 20 de março de 2026. Reuters/Nathan Howard O estreito de Ormuz, controlado por Teerã, está fechado desde o início dos ataques de EUA e Israel. A passagem é essencial para o escoamento de 20% do petróleo e gás mundial, e seu bloqueio tem afetado o preço do combustível e derivados de petróleo no mundo — inclusive nos EUA, onde uma inflação alta pode impactar na popularidade de Trump e nas eleições legislativas de novembro. A situação no front iraniano, apesar das declarações de Trump, não está clara. Se, por um lado, EUA e Israel assassinaram diversas lideranças do regime dos aiatolás, por outro, o Irã segue realizando ataques de grande porte contra Israel e países do Golfo, principalmente contra bases americanas no país. Trump chama aliados de 'covardes' Mais cedo, Trump chamou os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de "covardes" e disse que eles "não quiseram entrar na luta", em referência à guerra contra o Irã. A nova crítica de Trump ocorreu mesmo após Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda — membros da Otan— e Japão terem dito estar prontos para ajudar a liberar Estreito de Ormuz, rota marítima de petróleo. 👉 O Irã, que fica em uma das pontas do estreito, disse ter fechado a passagem e vem atacando navios que passam por lá. Mesmo com a passagem ocasional de navios, o preço do seguro das embarcações torna a viagem comercialmente inviável, efetivamente "bloqueando" o local e fazendo o preço do petróleo disparar. Segundo Trump, os países da Otan não ajudaram os EUA na investida para que o Irã não obtenha uma arma nuclear, também não ajudaram a reabrir o Estreito de Ormuz, fechado por Teerã no início da guerra, e apenas "reclamam" sobre o preço do petróleo. 👉 A Otan é uma aliança militar, formada por 32 países, incluindo os EUA, Canadá e 30 europeus. "Sem os EUA, a OTAN é um tigre de papel! Eles não quiseram entrar na luta para impedir um Irã com capacidade nuclear. Agora que essa luta está vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma manobra militar simples que é a principal razão para os altos preços do petróleo. É tão fácil para eles fazer isso, com tão pouco risco. COVARDES, e nós VAMOS LEMBRAR!", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Relação desgastada Embora Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda — membros da Otan— e Japão terem sinalizado que estão dispostos a ajudar a liberar o Estreito de Ormuz, esses países não especificaram de que forma fariam isso. A via marítima no Oriente Médio é vital para o transporte de petróleo. Por ali, circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo. Na quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, já havia chamado aliados europeus de "ingratos". Estreito de Ormuz Arte/g1